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A TERRA DA SILVINITA

A quase dois quilômetros de profundidade abaixo de Nova Olinda do Norte e Itacoatiara, no coração da Amazônia, encontra-se a maior reserva no Brasil e uma das maiores do mundo de silvinita, a matéria prima que se tornará o potássio, o K de NPK, a combinação mágica de fertilizantes tão necessária para o estabelecimento do Brasil como maior ainda potência agrícola.  Como lembrete, a mais ou menos 1.000 quilômetros dali para o sul encontra-se a fronteira desta expansão agrícola com a qual nós brasileiros, ao mesmo tempo que nos orgulhamos e nos beneficiamos, também nos preocupamos com as consequências para a floresta amazônica e a consequente mudança climática.  Caso esta fronteira não sirva de lembrete, veja então, a dez quilômetros a montante da cidade de Itacoatiara no Rio Amazonas o grande porto da Hermasa, empresa do grupo Maggi, que dispensa apresentação como o maior plantador de soja do país, onde descarrega-se de soja as balsas que sobem o Rio Madeira a partir de Porto Velho.  Esta soja segue caminho Rio Amazonas abaixo, em grandes transatlânticos que a levam para famintos estômagos indianos ou chineses.


Adicionando a este cenário, a oeste vemos gás natural de Urucu chegando via gasoduto a Manaus, a 250 km, com conexão viária até Itacoatiara.  A leste, coincidentemente, gás também, desta vez em Silves, a 50 km, que vem acompanhado do Linhão de Tucuruí, que promete interligação ao Amazonas ao grid de eletricidade nacional. Este mesmo gás natural é insumo essencial na possível produção de energia para a extração e beneficiamento de silvinita e na produção de nitrogênio, o N do NPK (ficamos devendo o P, fosfáto, que mostra alguma incipiente possibilidade em Mato Grosso).


Acrescenta-se ao cenário um Brasil importador de potássio (consome-se sete milhões de toneladas anuais e produz-se apenas 10% deste total), solos brasileiros bastante acídicos (que necessitam de fertilizantes), uma commodity que em 5 anos teve seu preço elevado de US$150 a tonelada para US$800 e um mercado de capitais brasileiro que se desenvolveu a tal ponto de poder financiar projetos de mineração pré-operacionais em bilhões de reais (vide caso Eike Batista).  Não nos esqueçamos dos projetados quatro mil empregos em Nova Olinda, cidade de menos de vinte mil habitantes, os royalties de mineração gerados ao município e ao estado e ainda o ICMS, pois a silvinita tem destino ao mercado nacional e não à exportação (com consequente desoneração, caso do ferro do Pará).


Por último, como a azeitona na empada, completa-se o cenário com a existência de tecnologias de extração de silvinita que necessitam apenas de um pequeno buraco no solo, em grande parte evitando as infindáveis discussões ambientais acerca de qualquer projeto desta natureza na Amazônia.  Até mesmo o sal, produto que será extraído com a silvinita, pode encontrar seu destino no processo industrial das usinas de beneficiamento de bauxita na foz do rio Amazonas no Pará.






Silvinita, um potencial ainda a ser explorado
18 novembro, 2009 - 08:54 — EUDIS Reservas amazonenses, de 1,1 bilhão de toneladas, aguardam escolha da mineradora pela Petrobras
As cidades de Nova Olinda do Norte (a 138 km de Manaus) e Itacoatiara (a 170 km), onde estão localizadas as reservas minerais de silvinita Fazendinha e Arari, respectivamente, têm capacidade para exploração de 1,1 bilhão de toneladas do mineral, de onde pode ser extraídos 300 milhões de toneladas de potássio. Considerando o custo atual de até US$ 750 a cada mil quilos, as duas cidades gerarão US$ 225 milhões com a exploração do potássio, usado na indústria de fertilizantes e fármacos.
Além desses municípios, Autazes e Itapiranga (a 118 km e 222 km da capital, respectivamente) também estão na rota de extração do mineral e, até o final deste mês, sondas chilenas explorarão a região para confirmar a viabilidade econômica das reservas. O custo das sondas é de US$ 25 milhões e está a cargo da empresa Potássio do Brasil, que realizará furos de um quilômetro de profundidade para constatar a presença de potássio suficiente para sustentar a extração.
O geólogo e secretário-executivo de geodiversidades e recursos hídricos da SDS (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas), Daniel Nava, explicou que a secretaria monitora as atividades de pesquisa da Potássio do Brasil desde o licenciamento da companhia no Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas) e garantiu que as perfurações começam logo que as sondas cheguem às reservas.
Com aproximadamente 400 km de extensão, as reservas amazonenses de silvinita têm características geológicas similares aos grandes reservatórios mundiais de potássio, localizados na Rússia e Canadá. Quando as minas de Autazes e Itapiranga estiverem confirmadas. o Amazonas terá a terceira maior reserva de potássio, tornando o Brasil autossuficiente na produção deste elemento químico.
A Comissão de Mineração, Óleo e Gás da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), presidida pelo deputado Sinésio Campos (PT), informou que a empresa Falcon Metais apresentou a melhor oferta no processo de licitação para explorar as reservas, mas a licitação foi cancelada pela Petrobras. A estatal alegou razões estratégicas para anular a licitação.
“A Petrobras deve anunciar ainda este mês a empresa que será sua sócia na extração da silvinita e, se confirmadas todas as reservas, serão gerados inicialmente 10 mil empregos diretos com a construção da mina propriamente dita”, destacou Campos. O parlamentar adiantou ainda que se calcula o estabelecimento de sete minas e abertura de 70 mil vagas de empregos diretos e indiretos dentro de cinco anos, quando a mina e a usina de beneficiamento do material estiverem em funcionamento.
A gerência de imprensa da Petrobras comunicou que a empresa está finalizando a contratação de um novo estudo de viabilidade técnico-econômico-ambiental das jazidas de Fazendinha e Arari, uma vez que o estudo de viabilidade existente data da década de 1980 e não contempla a jazida de Arari. “O novo estudo deverá ser finalizado no terceiro trimestre 2010 e só após a sua conclusão teremos detalhes sobre o melhor método para exploração e beneficiamento do minério”, pontuou a companhia, em comunicado.
País importa 92% do que consome
De acordo com o técnico do DNPM/SE (Departamento Nacional de Produção Mineral de Sergipe), Luiz Alberto de Oliveira, o país ocupa a oitava e nona colocações em termos de reserva e produção de potássio, respectivamente. Além do Amazonas, o Estado de Sergipe abriga minas de silvinita na cidade Rosário do Catete que, somente em 2006, foi responsável pela extração de 17,26 milhões de toneladas de potássio.
A produção brasileira de fertilizantes com potássio começou em 1985 e está restrita à mina/usina Taquari-Vassouras, naquela cidade sergipana. “Devido à pequena produção interna o Brasil importa 92% do potássio fertilizante que consome e, com a extração no Amazonas, poderemos suprir a demanda interna e até exportar o produto”, assegurou Nava.
O geólogo afirmou também que está no planejamento estratégico do governo do Estado produzir potássio fertilizante no Amazonas, e não apenas extrair o produto e vendê-lo in natura. “Temos estudos na Suframa [Superintendência da Zona Franca de Manaus] que confirmam essa possibilidade, conjugando a produção de nitrogenados do gás natural ao nosso potássio e as reservas de fósforo em Estados vizinhos”, finalizou o secretário-executivo de geodiversidade e recursos hídricos da SDS.
Por Rafael Nobre
FONTE:JORNAL DO COMMÉRCIO



Deputado pede apoio para exploração de silvinita no Amazonas

04 de maio de 2009


MANAUS - O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Sinésio Campos (PT), reúne-se em Brasília, nesta terça-feira (5), com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinholds Stephanes, para pedir apoio ao projeto de exploração da Silvinita no Amazonas, a principal matéria-prima de fertilizante e adubo (potássio), produto que o Brasil importa 92% de outros países para a produção de alimentos.
A reunião acontecerá às 10h no edifício-sede do Ministério da Agricultura e terá a presença do prefeito de Nova Olinda do Norte, Adenilson Reis, do presidente da Câmara daquele município, Oliveira Neto, do secretário executivo de Geodiversidade, Daniel Borges Nava e do assessor técnico de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Ali Aidersi Saab.
O deputado petista informou que, no encontro, vai pedir o apoio de Stephanes no processo de exploração do potássio no Amazonas.
Após oito meses da desistência da venda do direito de exploração ano passado para a canadense Falcon Metais Ltda, a Petrobrás – detentora do direito minerário – anuncia a procura por uma parceria empresarial para deslanchar o projeto no Amazonas.
Decisão anunciada no início da semana pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que informou que a estatal vai enviar, em 10 dez dias, carta convite as empresas interessadas, que terão o prazo de 60 dias para apresentar propostas.
Sinésio ressalta que o apoio do Ministério é importante para consolidar o projeto e para o desenvolvimento do País.
Hoje, o déficit mundial em produção do potássio gira em torno de 6 milhões de toneladas, sendo que atualmente o produto vem sendo negociado pelo preço de 1.500 dólares a tonelada, impulsionando a inflação aumento de preço dos alimentos e, consequentemente, na cesta básica.
- O Brasil importa 92% do produto, enquanto a jazida de potássio do Amazonas é a 2º maior do mundo em extensão (400km), o que tornaria o país independente, produzindo fertilizantes para desenvolver a produção de biodiesel, etanol e baratear o preço dos alimentos.
Outro ponto positivo a favor da Silvinita do Amazonas é que, durante a conferência organizada pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM), na Assembléia Legislativa em Manaus, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff ouviu o pedido do presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Jair Souto, para agilizar a exploração do minério.
O apelo foi uma dos atos de mobilização da Campanha “Silvinita Já”, lançada pelo deputado Sinésio Campos (PT) e prefeituras dos municípios amazonenses envolvidos no projeto. A campanha incluiu a realização de fóruns de debate em Nova Olinda, Itacoatiara e em Autazes.
Encontros que contribuíram para a elaboração da carta do Médio e Baixo Amazonas, contendo uma pauta de pleitos e recomendações ao Governo Federal para o desenvolvimento do setor mineral no Estado, incluindo o potássio.
Na avaliação do deputado, que defende a idéia desde 2003, a extração da silvinita é estratégica para o Amazonas e para o País, tendo em vista que o Brasil em 2007 importou mais de quatro milhões de toneladas de potássio demandadas pelo pólo agrícola nacional (dados da Agência Nacional de Difusão de Adubos – ANDA).
 Apenas 40 países produzem o fósforo, e outros 12 o potássio (elementos que, junto com os hidrogenados, são os principais componentes do adubo químico).  A reserva de silvinita, localizada nos municípios de Nova Olinda e Itacoatiara, tem cerca de um bilhão e dois milhões de toneladas - com potencial de extração estimado para 100 anos, tornando o Brasil autossuficiente e permitindo a formação de um novo parque industrial no Amazonas – o cloroquímico - evitando assim que o produto saia “in natura” do Estado.
Sinésio destaca ainda que a partir do momento em que Petrobras assumiu fazer parte da exploração de silvinita nos municípios de Nova Olinda de Norte e Itacoatiara, assegura também que os direitos minerais fiquem para o estado do Amazonas.
 - A nossa tarefa para viabilizar a exploração do minério em Nova Olinda e Itacoatiara está concluída. Agora queremos implementar a exploração do minério nos municípios por onde a reserva se estende.




A Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Nova Olinda do Norte iniciaram uma mobilização para cobrar da Petrobras a nova regulamentação para viabilizar a exploração da reserva de silvinita (potássio), localizada nos municípios de Nova Olinda, Itacoatiara, Borba, Itapiranga, Silves, Autazes e São Sebastião do Uatumã.
Os primeiros passos desse movimento e o relato dos desdobramentos do projeto de exploração do minério foram debatidos na terça-feira (17), em uma reunião na sede da Companhia Energética do Amazonas (Ceam) entre o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Sinésio Campos (PT); o secretário executivo de Geodiversidade e Recursos Hídricos da SDS, Daniel Nava; o prefeito Adenilson Reis (PMDB); e os vereadores da Câmara Municipal de Nova Olinda, Dorivaldo Nunes e Aurélio Lopes.
No encontro, Sinésio Campos propôs a realização de uma audiência pública na Câmara de Nova Olinda do Norte, no próximo dia 06 de abril, com a presença de representantes das prefeituras dos municípios envolvidos no projeto. "O objetivo é mobilizar a sociedade e a comunidade política em torno da viabilidade da proposta e tornar a exploração da silvinita uma realidade.
Para Sinésio, que defende a ideia desde 2003, os resultados até aqui obtidos são importantes pelo fato de que este projeto estava engavetado há mais de 20 anos por falta de uma política mineral no Estado e na esfera federal.
"Foi a partir do governo Lula que o projeto silvinita, do Amazonas, ganhou status de estratégico. O governo federal e a nação têm interesse nesse projeto diante da expansão da fronteira agrícola e da produção de energia a partir do biodiesel e do etanol que demandam grande quantidade de fertilizante" afirmou.
O petista lembrou que a empresa Falcon Metais Ltda, uma subsidiária brasileira controlada pelo banco mercantil Forbes & Manhattan Incorporation, foi a empresa que apresentou a melhor oferta e ganhou a licitação de venda dos direitos minerários sobre parte da reserva de silvinita, realizada no dia 30 de junho de 2008.
Mas, alegando razões estratégicas, a Petrobras cancelou a venda da concessão da jazida e ficou de preparar uma nova regulamentação para o negócio. "Como a empresa ainda não se manifestou, vamos nos mobilizar e cobrar uma posição. Mesmo porque existe outra empresa do mesmo grupo interessada no negócio", revelou.
Daniel Nava falou sobre apresentação do Projeto Silvinita no evento internacional de minério, em Toronto, no Canadá, ocorrido no inicio do mês de março. Durante a convenção foi realizado um seminário sobre o projeto Potássio do Amazonas, promovido pelo Grupo Forbes & Manhattan.
Nava também destacou que o déficit mundial em produção do potássio gira em torno de seis milhões de toneladas, sendo que atualmente o potássio vem sendo negociado pelo preço de 1.500 dólares a tonelada, impulsionando a inflação aumento de preço dos alimentos. A jazida de potássio do Amazonas é a 2º maior do mundo em extensão (400 quilômetros).
O secretário anunciou ainda a realização de um grande fórum de debate sobre o projeto Silvinita, em Itacoatiara, nos dias 13 e 14 de abril. O evento deve contar com a presença de representantes da Petrobras, Ministério de Minas e Energia, Governo do Estado e prefeituras.

Fonte: Diretoria de Comunicação



Governador diz que silvinita vai gerar 20 mil empregos no Amazonas

12 de março de 2006

MANAUS- O estado do Amazonas está se preparando para beneficiar a silvinita existente no município de Nova Olinda do Norte (a 138 quilômetros de Manaus), de modo que o bem não seja exportado in natura e o beneficiamento gere emprego e renda. Durante entrevista coletiva, ontem, o governador Eduardo Braga informou que a partir do dia 07 de abril a Petrobras inicia o processo de seleção da empresa que fará a exploração da silvinita, por meio de edital e licitação, e o resultado será divulgado em novembro do ano que vem. “Diferente do vizinho estado do Pará, que exporta minério in natura, nós vamos montar uma cadeia de beneficiamento e, com isso, agregar valor e gerar emprego e renda no Amazonas”, afirmou. O governador observou que o cloreto de potássio poderá ser utilizado em larga escala no Pólo Industrial de Manaus (PIM), no desenvolvimento da indústria de fármacos e na agricultura local. Ele estima que numa primeira fase de implantação do processo de exploração poderão ser gerados cerca de 20 mil empregos. Neste sentido, o governador afirma ter participado de uma reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os governadores do Acre e Rondônia para tratar do assunto. “Pela primeira vez os governos estaduais entram no orçamento e o acordo está avançado”, informou. Além de Nova Olinda do Norte, a exploração da silvinita irá beneficiar outros municípios como Autazes, Borba, Silves e Itacoatiara. Portal Amazônia 12.03.2007-GC



















 
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